João Neves entrou no foco de Portugal antes do duelo com Croácia em Toronto, com Roberto Martínez a descrever o jogo dos 16-avos-de-final como o início de um “segundo Mundial”. O selecionador pediu um novo caminho, numa fase em que a equipa já usou 21 jogadores e encara a partida como um teste imediato à gestão do grupo.
Vitinha puxa o tom em Toronto
Vitinha abriu a conferência em Toronto e deixou duas ideias curtas: a equipa não quer “palmadinhas nas costas” e precisa de levar o jogo para onde quer. O médio do PSG também ligou o plano à bola, dizendo que Croácia gosta de ter bola e que as duas equipas são mais perigosas quando a têm.
O próprio jogo já tem um desenho claro. Portugal e Croácia já se defrontaram na Liga das Nações, o que reduz o espaço para surpresas no plano coletivo, mas não resolve a exigência do momento. João Neves draws Portugal WC storm after 1-1 DR Congo draw ajuda a enquadrar a pressão que chega ao meio-campo português, num grupo em que a discussão sobre minutos e rotação já entrou na antevisão.
Martínez e a rota de Portugal
Martínez foi direto ao ponto ao falar de um “segundo Mundial” e ao repetir que o caminho se faz a andar. Disse que a equipa está unida, satisfeita e preparada, e acrescentou que o balneário tem autocrítica. Também insistiu que só vai avaliar o torneio quando esse segundo Mundial terminar.
O selecionador levou a conversa para os números. Portugal tem 26 jogadores disponíveis e 5 substituições por jogo, e já utilizou 21 jogadores. Isso coloca a seleção numa posição em que as escolhas contra Croácia não servem apenas para este jogo; servem para medir quem aguenta uma fase em que todos querem entrar e poucos terão espaço.
Modric, Gvardiol e Kovacic
Martínez também apontou para o lado contrário sem fugir ao elogio. Chamou Modric, Gvardiol e Kovacic grandes jogadores, destacou o trabalho de um selecionador que está lá há 10 years e sublinhou a longevidade de Modric, que joga com 40 years, tal como o capitão de Portugal. O ponto não foi a idade em si, mas a forma como a experiência pesa quando o jogo começa a eliminar equipas.
É aí que a partida em Toronto muda de tom para Portugal. O grupo entra no “segundo Mundial” com a ideia de união, mas também com a pressão de minutos distribuídos, críticas externas e um adversário que já conhece bem o mesmo tipo de exigência. Martínez prometeu grande atitude aos adeptos; agora a resposta depende da forma como ele escolhe entre os jogadores disponíveis e de como Portugal transforma essa promessa em jogo.






