O Sevilha está a tentar fechar um capítulo que já pesa no plano desportivo e no financeiro. Aos 32 anos, Joan Jordán está em negociações com um clube português para deixar Nervión, numa operação que pode ajudar o clube andaluz a reduzir uma massa salarial cada vez mais difícil de sustentar.
A saída do médio catalão ganha ainda mais força por causa do contexto interno. A imprensa espanhola tem referido que Joan Jordán foi afastado da equipa principal por não fazer parte dos planos de Luis García, e o clube procura encerrar o ciclo de um jogador que chegou ao Sevilha em 2019 e que tem contrato até 2027.
Uma saída com impacto financeiro claro
O motivo principal da operação é objetivo: aliviar a folha salarial. Joan Jordán aufere 3,6 milhões de euros anuais, um valor que o coloca entre os salários mais elevados do plantel, e a sua eventual transferência para a Liga Portugal representaria uma saída relevante do ponto de vista orçamental.
Não é apenas uma questão de libertar espaço contabilístico. Ao tentar fechar a saída de um dos seus vencimentos mais pesados, o Sevilha sinaliza também uma redefinição do grupo e uma tentativa de alinhar o balneário com a ideia técnica de Luis García. Neste tipo de processo, o lado desportivo e o lado financeiro raramente caminham separados, e aqui isso é ainda mais evidente.
Segundo a informação tornada pública no final de maio, Joan Jordán já se mostrara mais recetivo a sair neste verão. Esse detalhe é importante porque muda a leitura da operação: deixa de ser apenas uma tentativa unilateral do clube e passa a ser uma negociação com margem para avançar, desde que apareça uma solução que satisfaça todas as partes.
Há, no entanto, um ponto que mostra bem a tensão do momento. A agência do jogador terá ponderado apresentar uma queixa na AFE por impedimento de treino com o plantel, o que ajuda a explicar por que razão o assunto deixou de ser apenas uma questão de mercado e passou também a ser uma disputa sobre o papel de Jordán dentro do clube.
Para o Sevilha, o objetivo é claro: encerrar um ciclo, baixar custos e reorganizar a estrutura do plantel. Para Joan Jordán, a Liga Portugal pode surgir como a via para recuperar protagonismo num momento em que o seu futuro em Nervión ficou praticamente desligado dos planos da equipa principal. O desfecho ainda não está fechado, mas a direção da operação já está bem definida.







