Glória Menezes morre aos 91 no Rio de Janeiro

Glória Menezes morreu aos 91 anos em Rio de Janeiro. A atriz deixou mais de 40 novelas, teatro, cinema e um legado que atravessou décadas.

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Glória Menezes morre aos 91 no Rio de Janeiro

Glória Menezes morreu na terça-feira em seu apartamento no Rio de Janeiro, aos 91 anos. A atriz, que começou no teatro antes de migrar para a televisão e o cinema, deixa uma trajetória que atravessou mais de seis décadas e mais de 40 novelas.

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Ela nasceu em Pelotas, Rio Grande do Sul, em 19 de outubro de 1934, sob o nome Nilcedes Soares de Magalhães. A imprensa divulgou que a causa da morte foi natural.

Sangue e Areia em 1967

Em 1967, Glória estreou em Globo com Sangue e Areia e viveu a heroína Doña Sol. Foi ali que formou com Tarcísio Meira uma dupla romântica que depois se tornou uma referência também fora da ficção, com o casal permanecendo junto por quase seis décadas.

Essa parceria ajudou a fixar seu nome em uma faixa rara da televisão brasileira: a de atriz capaz de sustentar protagonista, romance e memória de público ao longo de gerações. Sua passagem por O Pagador de Promessas, em 1962, já mostrava que a carreira não se restringia à tela pequena.

Mais de 40 novelas

Ao longo da carreira, ela acumulou participações em mais de 40 novelas, incluindo Irmãos Coragem, O Homem que Deve Morrer, Cavalo de Aço, Pai Herói, Guerra dos Sexos, Brega & Chique, Rainha da Sucata, Deus nos Acuda, A Próxima Vítima, Torre de Babel, Senhora do Destino, A Favorita e Totalmente Demais. Em Rainha da Sucata, interpretou Laurinha Figueroa.

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O último trabalho na televisão foi em 2015. Para quem acompanhou essa filmografia extensa, a notícia fecha um ciclo sem abrir espaço para mistério profissional: a marca dela já estava consolidada muito antes do adeus.

Globo e 2026

Há uma contradição que chama atenção no próprio histórico divulgado: ela foi homenageada por Globo na Calçada da Fama em 2026, depois da data informada para a morte. O dado aparece assim e exige cautela na leitura do material, porque o peso real da notícia está no fato de que Glória morreu em 2025, aos 91 anos, em Rio de Janeiro.

O que fica agora é a dimensão do vazio que ela deixa no teatro, no cinema e na televisão. A carreira de mais de seis décadas e a presença em mais de 40 novelas são a medida mais concreta desse tamanho.

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Arts writer and cultural critic covering theatre, fine art, and the independent music scene. Regular contributor to The Atlantic and Rolling Stone.