Renan Santos disputa sua primeira eleição como candidato a presidente pelo Missão, partido criado em 2025. Aos 42 anos, ele tenta levar ao voto de agora uma legenda nova que estreia na disputa nacional.
A campanha ocorre sem tempo de TV e rádio. Santos tem percorrido capitais e cidades do interior de carro, apostando nas redes sociais e em atos de rua para tentar ampliar uma faixa de intenção de voto estimada entre 3% e 6%.
Missão em 2025
O Missão entra na eleição pela primeira vez com Santos como nome ao Planalto. Ele é ativista, empresário e também é descrito como músico. Nasceu em São Paulo e estudou direito na Universidade de São Paulo, sem concluir o curso.
Antes de chegar a esta disputa, Santos apareceu na política brasileira em 2014 como fundador do Movimento Brasil Livre. Em 2018, o movimento apoiou Jair Bolsonaro contra Fernando Haddad. Em 2019, rompeu com o governo.
Lula e Flávio Bolsonaro
No discurso de campanha, Santos concentrou ataques em Lula e Flávio Bolsonaro. Ele disse: "Dois fracassados, dois medrosos, Lula e Flávio Bolsonaro, dois criminosos que fazem negócio com o crime organizado".
O candidato também usa a expressão "prendeu, matou" em sua linha de segurança. Santos tenta explicar a frase em sabatina feita por g1 e Globonews, enquanto defende que integrantes de Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital não tenham o mesmo processo criminal padrão na Justiça brasileira.
Bolsonaro e o rompimento
A candidatura carrega uma mudança em relação ao passado do próprio campo de Santos. Ele se apresenta como anti-sistema, mas já caminhou com o bolsonarismo na eleição de 2018, quando o MBL apoiou Jair Bolsonaro contra Fernando Haddad.
Agora, o teste é eleitoral e também partidário. Se a faixa entre 3% e 6% se converter em voto efetivo, Santos pode dar ao Missão uma entrada inicial na disputa presidencial; se não, a legenda estreia sem sinal claro de enraizamento. O resultado final e o tamanho da base que o partido sairá desta eleição ainda vão definir o peso dessa primeira candidatura.







