Ordem dos Médicos vê em Ponta Delgada oportunidade para HDES moderno
Em ponta delgada, a Ordem dos Médicos defendeu que o incêndio no Hospital do Divino Espírito Santo deve servir para dotar os Açores de uma infraestrutura hospitalar moderna. Em carta aberta, o Conselho Médico da Secção Regional dos Açores disse que a reabilitação não pode limitar-se a repor o que existia antes.
O Conselho Médico descreveu o incêndio como um dos acontecimentos mais marcantes e traumáticos da história recente da saúde nos Açores. O fogo levou ao encerramento súbito do principal hospital da Região Autónoma dos Açores, deixando o projeto de reabilitação no centro do debate sobre o futuro da unidade em Ponta Delgada.
HDES e o projeto apresentado
Na carta aberta, a Ordem dos Médicos disse que o momento atual representa uma oportunidade histórica para dotar os Açores de uma infraestrutura hospitalar moderna, segura, resiliente e preparada para responder às exigências atuais e futuras da medicina. O Conselho Médico afirmou que o projeto de reabilitação apresentado procura recuperar a capacidade assistencial perdida, corrigir fragilidades estruturais previamente existentes, atualizar o hospital de acordo com as normas técnicas contemporâneas e ampliar áreas críticas indispensáveis ao funcionamento de uma instituição hospitalar diferenciada do século XXI.
Essa posição coloca a reabilitação do HDES como uma intervenção de maior alcance do que uma simples reparação do edifício. A Ordem dos Médicos disse que modernizar e ampliar infraestruturas hospitalares não constitui um luxo nem um exercício político, mas uma obrigação técnica, ética e de segurança para com os doentes e para com os profissionais que diariamente ali trabalham.
Ordem dos Médicos e debate público
O Conselho Médico disse ver com preocupação a crescente disseminação pública de interpretações incompletas, distorcidas ou politicamente instrumentalizadas relativamente ao projeto de reabilitação do HDES. A Ordem dos Médicos afirmou ainda que a saúde não pode ser reduzida a disputas político-partidárias ou a lógicas de competição inter-ilhas.
O texto acrescentou que defender a reabilitação qualificada do HDES não significa diminuir qualquer outra unidade de saúde da região. Com o incêndio ainda no centro da discussão pública, a pressão agora recai sobre a forma como a recuperação do hospital vai ser conduzida e sobre até onde o projeto vai atualizar a resposta assistencial nos Açores.