Pele reage no frio com alerta de Gustavo Novaes e rotina ajustada
pele sofre mais no frio porque a baixa umidade e as temperaturas baixas retiram a hidratação natural da pele, e Gustavo Novaes avisou que a estação seca exige atenção extra aos cuidados diários. O dermatologista também liga o problema a banho quente, vento e aquecimento artificial, fatores que podem agravar as crises.
A doença não é rara no Brasil: a Sociedade Brasileira de Dermatologia informou em 2021 que a dermatite atópica afeta entre 15% e 25% das crianças e cerca de 7% dos adultos. Três em cada dez brasileiros ainda acreditam, de forma errada, que o quadro é contagioso.
Gustavo Novaes e a barreira cutânea
A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica de origem imunológica e alérgica, com perda da barreira protetora da pele. Novaes descreveu o quadro como multifatorial, resultado da combinação de predisposição genética e fatores ambientais, com alterações estruturais e imunológicas que incluem defeito na barreira cutânea, hiper-reatividade do sistema imune e tendência à inflamação recorrente.
O médico foi direto sobre a resposta prática: “A dermatite atópica é uma doença inflamatória complexa, que exige diagnóstico correto e tratamento individualizado. A automedicação pode trazer riscos importantes, como a piora da barreira cutânea com produtos irritantes, o mascaramento de infecções associadas e a falta de controle adequado da inflamação. Além disso, existem hoje tratamentos modernos e eficazes — incluindo imunomoduladores tópicos e terapias sistêmicas — que precisam de avaliação médica. O dermatologista é essencial para confirmar o diagnóstico, identificar gatilhos individuais, definir um plano de tratamento seguro e eficaz e orientar cuidados diários que previnem crises”
Banhos quentes e lã
Baixa umidade, vento frio, aquecimento artificial e banhos quentes mais longos estão entre os gatilhos que, segundo o texto, podem danificar de forma severa a barreira da pele. A peça também aponta que roupas pesadas, como lã e tecidos sintéticos, podem irritar ainda mais quem já convive com a condição.
Os sintomas aparecem em surtos, com períodos de melhora seguidos por crises. Novaes resumiu essa característica em outra frase da entrevista: “Não se trata apenas de uma ‘irritação passageira’, mas de uma característica do organismo. A boa notícia é que, embora não tenha cura definitiva, a doença pode ser muito bem controlada com tratamento adequado, permitindo períodos longos sem sintomas”.
Controle e cuidado diário
Em vez de tentar tratar por conta própria, quem tem pele sensível precisa de avaliação médica para identificar gatilhos e ajustar a rotina ao clima seco e frio. O texto coloca a hidratação da pele, a escolha de produtos menos irritantes e o controle da inflamação como parte do mesmo problema clínico, não como medidas isoladas.
O ponto prático é simples: a mudança de estação não altera só o conforto, mas a rotina de tratamento. Para quem já tem dermatite atópica, o ajuste começa antes da crise, porque a pele perde proteção justamente quando o clima passa a secar mais a barreira cutânea.